O resgate do genearca
do passado para o futuro
O Nelore do Golias nasce em 1990, na Fazenda São Sebastião, em Santo Antônio do Aracanguá (SP). O processo de seleção inicialmente seguia critérios para gado de pista, mas faltava algo que diferenciasse o plantel de todos os outros no Brasil.
Foi então que surgiu, de visitas e conversas com Ovídio Carlos Miranda de Brito, a ideia de resgatar a linhagem do genearca Golias. Seus descendentes, embora em limitado número, apresentavam excelentes índices para qualidade de carcaça.
Golias Importado: Este genearca, introduzido no Brasil em 1963 pelo selecionador Torres Homem Rodrigues da Cunha, talvez tenha sido, dentre os touros importados, o mais pesado. É importante lembrar que Golias foi recordista de peso na Índia.
O genearca Golias não congelou sêmen. Produziu 27 filhos machos com RGD, dos quais apenas 10 coletaram. Iniciou-se então um verdadeiro trabalho de garimpagem em busca de verdadeiros diamantes representados pela produção de seus filhos: Fauji da SC (Golias x Ganta imp.), Enadu da SC (Golias x Bhotana), Ediri da SC (Golias x Adari), Faulad da SC (Golias x Chintaladevi imp.), Grado da SC, Freguês da SC, Fla Flu da SC, Fabuloso da SC e Jolan da RV, que uma vez obtidos se transformaram em um tesouro genealógico e na real base do Projeto Nelore do Golias.
A partir de 2003, passou-se a adquirir matrizes com predominância de sangue Golias. A meta de chegar ao máximo possível de sangue do genearca enfim deslancha. Através dos procedimentos de Fertilização “in vitro” (FIV), acelerou-se a busca pelo resgate da linhagem. Em 2007, o saudoso patriarca Torres Homem Rodrigues da Cunha e seu filho José Carlos Prata Cunha nos cederam gentilmente o uso da marca Golias, hoje registrada no INPI e como sufixo na ABCZ.
Descendentes

NOVA FASE

Começa uma nova fase em 2008. Foram necessários novos investimentos. Cerca de 400 prenhezes de FIV anuais necessitavam de estrutura e profissionais. Foi aí que o Condomínio Teles de Menezes se incorporou ao Projeto Nelore do Golias, acelerando seu desenvolvimento.
O núcleo do rebanho (32 vacas, 20 bezerras e 2 touros) foi transferido para a Fazenda Água Branca, em Birigui, a 5 km do perímetro urbano de Araçatuba. A centenária propriedade, localizada às margens das Rodovias Marechal Rondon (SP-300) e Senador Teotônio Vilela, foi das pioneiras no Brasil na irrigação de cafezais e na plantação do rami (fibra natural). Fiel à sua história, desempenha uma vez mais seu papel de precursora, desta vez no campo da genética bovina.
Lilica Teles de Menezes Almeida
Nelore do Golias
Fábio Almeida
Nelore do Golias
Ph.D. Tad Sonstegard
Chief Executive and Scientific Officer of Acceligen - Recombinetics
Dr. José Fernando Garcia
Professor e Pesquisador - Unesp/Araçatuba
Liliane Suguizawa
Zootecnista / Diretora Técnica da DGT Brasil
Rogério Betti
CEO da DeBetti Dry Aged
A Fazenda Água Branca conserva inalteradas as edificações da época áurea do café. Projetos de importante interesse para o meio-ambiente são desenvolvidos em colaboração com centros acadêmicos.
Em suas pastagens e instalações desenvolve-se hoje o trabalho de seleção genética do Nelore do Golias, baseado em cruzamentos homozigóticos. Também realiza-se, pela primeira vez no mundo, o importante trabalho científico do sequenciamento do genoma do Zebu (bos indicus).

RESUMO

Depois de décadas de evolução e aperfeiçoamento da raça Nelore em seus aspectos morfológicos, chegou finalmente a hora de proceder à melhoria do Nelore “por dentro”, ou seja, produzir um Nelore com carne macia, marmorizada e com uma maior área de olho de lombo, utilizando as modernas ferramentas que a ciência e a tecnologia nos proporcionam hoje.

É exatamente esse o objetivo principal do Projeto Nelore do Golias, desenvolvido há 10  anos por Fabio Souza de Almeida Filho, na centenária Fazenda Água Branca,  em Birigui: conseguir reconstituir, através de cruzamentos endogâmicos, a linhagem do Golias, importado da Índia em 1962, para , a partir desse material genético,  oferecer aos criadores de Nelore a oportunidade única de: refrescamento de sangue por ser uma linhagem fechada ( propicia a Heterose); conferir marmoreio e maciez à carne do rebanho; aumentar a proporção de carnes nobres na carcaça do animal; elevar a precocidade sexual e mais rápido acabamento de carcaça do rebanho; melhorar temperamento e longevidade.

O Projeto Nelore do Golias mantém parceria com a UNESP (Universidade Estadual Paulista), USP (Universidade de São Paulo) e também com a colaboração em Estudos Genômicos do Departamento Americano de Agricultura (USDA). Participa também de quatro programas de Avaliação Genética: ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores), Embrapa Geneplus, PMGZ E Qualitas.

No Nelore  do Golias, o criador pode comprovar os resultados obtidos pelo genearca, conforme estudos comparativos realizados em 2500 produtos, elaborados pela Dra. Marina de Nadai Bonin e Prof. José Bento Ferraz, professores de Genética Bovina da USP. Poderá verificar em exibição especial o nível de excelência e de homogeneidade alcançados na seleção genética do projeto. E, finalmente, comprovar a qualidade da carne do Nelore do Golias, que é, em última análise, o verdadeiro objetivo do trabalho do Nelore do Golias.

Anualmente, no mês de fevereiro, o criatório realiza o seu Dia de Campo, quando são apresentados os resultados do período e a oferta dos animais da safra.

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