O começo

Desde 1990 na Fazenda S. Sebastião em Santo Antônio do
Aracanguá (SP), de propriedade de Fabio Souza de Almeida,
 iniciou-se a seleção do plantel que deu origem ao Projeto Nelore
do Golias. As vacas que formaram esse primeiro plantel vieram de diversas origens, entre elas: Agropecuária Amália
(Matarazzo), da Fazenda Santa Marina (OB), da Java
Agropecuaria, da Fazenda Cambuhy (Walter Moreira Salles),
plantel de Rubens Bodini, de Adelino Sala, de Edmundo e
Roberto Troncon, da Agropecuaria Conquista (Fernando Arruda Botelho) e da Fazenda Barra Grande (Max Peter Schweitzer). 
A seleção era feita com critérios para gado de pista, com
parceria de grandes expositores como José Carlos Prata Cunha
(Faz. Fortaleza) e Marcelo Ribeiro de Mendonça (Colorado).
Faltava no entanto algo que diferenciasse o trabalho de todos os outros em andamento no País.





Arquivo de Fernando José da Rocha Cavalcanti





Golias aos 22 anos na Fazenda Rancho Verde de Joaquim Vicente
Rodrigues Da Cunha

 

 

 

 

Golias na quarentena na ilha de Fernando de Noronha em 1962




A ideia

Foi então que surgiu, de visitas e conversas com Ovídio
Carlos Miranda de Brito, a ideia de resgatar a linhagem do genearca Golias cujos descendentes, embora em limitado número, apresentavam excelentes indices de seleção para qualidade de carcaça.

A ação
O genearca Golias não congelou semen. Produziu 27 filhos machos com RGD, dos quais apenas 10 coletaram semen.
Iniciou-se então um verdadeiro trabalho de garimpagem em busca de verdadeiros diamantes representados pela produção de seus filhos: Fauji da SC (Golias x Ganta imp.), Enadu da SC  (Golias x Bhotana), Ediri da SC (Golias x Adari), Faulad da SC  (Golias x Chintaladevi imp.), Grado da SC, Fregues da SC, Fla Flu da SC, Fabuloso da SC e Jolan da RV que uma vez obtidos se transformaram em um tesouro genealógico e na real base do Projeto Nelore do Golias. A partir de 2003, começamos a adiquirir  matrizes com predominância de sangue Golias no mercado com enfase ao plantel de Francisco Alves Linhares Neto (Kataco), que desenvolvia um trabalho de endogamia com o touro Freguês da Santa Cecília e cujas filhas têm fertilidade e habilidade materna excepcionais. A idéia começou a materializar-se. Nossa meta de chegar ao máximo possível de sangue do Golias através de cruzamentos endogâmicos pôde enfim deslanchar. Através dos procedimentos de Fertilização “in vitro” (FIV) acelerou-se a busca pelo resgate da linhagem. Em 2007 o saudoso patriarca Torres Homem Rodrigues da Cunha e seu filho José Carlos Prata Cunha nos cederam gentilmente o uso da marca Golias, hoje registrada no INPI e como sufixo na ABCZ.



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Nova Fase

Em 2008 começou uma nova e decisiva fase do Projeto Nelore do Golias. Eram necessários novos investimentos.
A envergadura e o tamanho da empreitada assim o exigia. Cerca de 400 prenheses de FIV anuais necessitavam espaço e estrutura física e humana, foi aí que o Condomínio Teles de Menezes se incorporou ao Projeto, viabilizando seu florescimento.
O núcleo do rebanho (32 vacas, 20 bezerras e 2 touros) foi transferido para a Fazenda Agua Branca, em Birigui(SP), a 5 km do
perímetro urbano de Araçatuba.